Mais um com Ibaneis


O governador reconheceu que o antecessor José Roberto Arruda tem apoios, mas afirmou que está tranquilo

Por determinação da sua direção nacional, o PTB se tornou o mais novo integrante da coligação que apoia a reeleição do governador Ibaneis Rocha. Foi uma guinada, pois o partido falava em apoiar a candidatura do senador José Antonio Reguffe, levado pela sua provável vice, Paula Belmonte. Mas a cúpula falou e nesta segunda-feira, 18, o partido apoiou formalmente Ibaneis, em evento de que participaram dirigentes nacionais e o presidente regional Paulo Roriz. Ibaneis recebeu o apoio ao lado de sua vice Celina Leão e da ex-ministra Damares Alves. O governador reconheceu que o antecessor José Roberto Arruda tem apoios, mas afirmou que está tranquilo, pois confia no trabalho que desenvolveu e que vem sendo reconhecido pela população.

Com os policiais militares com Ibaneis

Desde a sexta-feira passada o governador Ibaneis Rocha participa de uma maratona de eventos. Começou com um almoço com centenas de policiais militares do curso de Aperfeiçoamento de Praças e do Curso de Altos Estudos de Praças no Brasília Country Club. No encontro, Ibaneis agradeceu o trabalho desempenhado pela PM no Distrito Federal e citou ações de seu governo, como a nomeação de mais de 2.500 policiais e as reduções de interstício para promoções. Fazem parte, disse ele, de um conjunto de medidas que levou à substancial redução dos índices de criminalidade. “Era um compromisso nosso, desde 2018, valorizar todas as forças de segurança do Distrito Federal”, lembrou o governador. Ele citou também que “a Polícia Militar, manteve suas atividades em tempo integral, mesmo durante a pandemia, o que deu ao Buriti condições de aumentar os efetivos nas ruas, e o reflexo acontece nos números”. Participaram do almoço também a vice escolhida por Ibaneis, a deputada Celina Leão, o presidente regional do MDB, Rafael Prudente, e o líder do governo na Câmara Legislativa, distrital Hermeto, que concorre à reeleição.

Quociente alarma o PP

Está balançando a super-nominata organizada por Celina Leão, como presidente regional do PP, para disputar a Câmara dos Deputados. Para alcançar o quociente eleitoral e eleger ao menos três deputados, a chapa se apoiaria principalmente em cinco nomes: a própria Celina, que disputaria a reeleição, mas o ex-governador Rogério Rosso, o distrital José Gomes e os ex-deputados federais Rôney Nemer e Ronaldo Fonseca, todos considerados bons de voto. Com a saída de Celina, criou-se o risco de só restarem três desses puxadores de voto. Afinal, Rôney Nemer está sub judice, na mesma posição aliás do ex-governador José Roberto Arruda. Ambos dependem de decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a repercussão geral da nova lei de improbidade administrativo. Apesar do grande potencial dos demais, José Gomes acena com a possibilidade de abandonar essa chapa e concorrer a distrital. Rogério Rosso também se manifestou incomodado.

Exceção

A exceção fica por conta de Ronaldo Fonseca, sem mandato desde 2018, quando pensava em concorrer ao Senado, mas ficou ministro do governo Temer até o final. Ele reuniu coordenadores de campanha em Taguatinga, elogiou a turma e disse que conseguirão superar as votações das últimas campanhas. Só para lembrar, graças ao apoio evangélico Fonseca foi um dos mais votados em 2010 e em 2014 chegou a 85 mil votos.

Arruda em plena campanha

O ex-governador José Roberto Arruda ainda não definiu – ao menos de público – que cargo pretende disputar nas eleições deste ano. Mas definiu, sim, que está em campanha. Deu um recado significativo em uma das muitas reuniões de que participou nos últimos dias. A um grande público em Planaltina afirmou: “a vida de um homem não se conta pelo número de vezes que ele cai, mas pelo número de vezes em que ele tem a coragem de se levantar”. Tanto em Planaltina quanto no Gama, em Vicente Pires e em outras cidades que percorreu repetiu uma frase que tem o mesmo sentido: “agradeço a Deus que me permitiu agora retornar à minha vida política, com o apoio de todos”. Arruda repete o caminho que já seguiu em 2001, quando foi alcançado pelo episódio de violação do sigilo do sistema de votação eletrônica do Senado. Precisou renunciar ao mandato de senador – em maio desse ano – para escapar da cassação, o que ocorreria também com o poderoso presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães. Arruda se despediu do mandato com um discurso dramático em que admitiu sua culpa, mas explicou “eu não roubei, eu não matei”. A população do Distrito Federal minimizou a questão e, no ano seguinte, Arruda se elegeu deputado federal com votação recorde. Quatro anos depois era governador, único eleito no primeiro turno nos últimos 32 anos.

Flávia garante que será candidata

A ex-ministra Flávia Arruda avisou nesta segunda-feira, 18, que sua candidatura a senadora está mantida. Lembrou que está sendo construída há mais de um ano, e disse que seguirá naturalmente, como é natural que, deputada, pense no Senado. No entanto, fez questão de manter abertas as portas a alianças, embora não mencionasse o governador Ibaneis Rocha, de quem era parceira. “Sou de construir pontes, não de fazer subir muros”, explicou. Flávia se disse muito feliz “pela volta de meu marido à política”. Para ela, “isso não causa confusão, mas alegria”. Comentou ainda que “depois de tanto tempo fora da política, claro que isso trará euforia”, embora evitasse falar sobre que cargo ele disputará ou com que coligações.

Sede de campanha

O PL, partido de Flávia e José Roberto Arruda inaugurou na noite desta segunda-feira, 18, seu novo escritório, que será a sede da campanha deste ano. Fica na quadra 701, no Setor de Rádio e Televisão Sul.


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Partido Novo resiste

Embora existam contatos entre partidários de José Roberto Arruda e o time do senador José Antonio Reguffe, a primeira reação mais forte à eventual candidatura do ex-governador partiu de um aliado de Reguffe. O advogado Paulo Roque, que deve disputar o Senado em sua chapa pelo Partido Novo, resolveu alfinetar a decisão judicial que, em caráter liminar, devolveu os direitos políticos de Arruda. “Quer dizer então que o vídeo mostrando o ex-governador recebendo dinheiro de propina nunca existiu”, comentou Paulo Roque.

Damares abre campanha

Candidata ao Senado pelo Republicanos do Distrito Federal, a ex-ministra Damares Alves lançou nesta segunda-feira, 18, sua primeira peça de campanha. Nela fala de seu trabalho, dizendo-se “uma mulher indignada” que sempre “lutou pela transformação”. Fala de seu percurso de vida, nascendo no Paraná, morando a maior parte da infância no Nordeste, residindo em São Paulo e, nos últimos 24 anos, em Brasília. Conta que é mãe socioafetiva de uma menina indígena, momento em que aparece, em vídeo, mostrando um cocar. Termina prometendo que não vai “negociar valores”, nem “ceder a um projeto de poder”.

Será que desta vez é mesmo o fim da novela?

Nesta terça-feira, 19, a direção nacional da Federação PSDB-Cidadania pode enfim decidir quem manda na aliança partidária no Distrito Federal: se o senador Izalci Lucas, do PSDB, ou a deputada federal Paula Belmonte, do Cidadania. Os tucanos têm a maioria de votos nessa instância, 15 votos a 5 – na instância regional o placar se inverte. A andança deles no final de semana mostra os caminhos de cada um. O senador visitou a Estrutural no sábado e domingo, e postou vídeos relatando esses encontros. Já a deputada realizou atividades em Brazlândia e postou um vídeo de apoio ao senador Reguffe, seu candidato preferencial ao GDF com quem quer formar chapa para ser vice ou ir ao Senado. Na sexta-feira, 15, foi realizada a primeira reunião da Federação em Brasília, presidida pelo senador Izalci, mas que tem a maioria da Cidadania por 7 a 4. Nessa reunião ficou claro que o senador não abre mão da candidatura ao GDF e que a deputada federal do Cidadania prefere Reguffe. A ata ficou sob a responsabilidade de um dirigente do Cidadania, que até a tarde de segunda não entregou ao presidente da Federação local, o senador Izalci.

Salões de beleza terão alívio tributário

Os salões de beleza do Distrito Federal terão um alívio com a derrubada, pelo Congresso, do veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei que define o conceito de praça, na legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados como o município onde está situado o estabelecimento do remetente. Segundo o advogado da Associação Brasileira de Salões de Beleza, Achiles Augustus Cavallo, com a lei promulgada, a base tributável do IPI repassada através de produtos cosméticos para o setor e seus profissionais será reduzida. Antes da lei, a cobrança do IPI encarecia os passivos para a indústria e, consequentemente, recaía sobre os lojistas.


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