Localiza prefere se financiar com dívida, apesar de boatos de follow-on



Bancos de investimento na Faria Lima estão tentando confirmar um boato de que a Localiza estaria prestes a fazer um follow-on de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões.

Segundo fontes próximas à empresa, as chances de uma operação ocorrer no curto prazo são remotas.

A companhia, que vale R$ 63 bilhões na Bolsa, fechou o segundo tri com alavancagem de 2x EBITDA (2,5x se considerando a empresa combinada que surgiu com a fusão com a Unidas).

A Localiza ainda está no processo de integração e início de captura de sinergias, e a venda do remédio para a Brookfield (uma empresa com a marca Unidas 47 mil carros, mais de 180 pontos de aluguel e 20 de seminovos) resultará em entrada de R$ 3,5 bilhões, reforçando o caixa da companhia.

Mesmo com o aumento do preço dos carros novos e do esforço de reposição da frota, fontes próximas à empresa dizem que o balanço permite um crescimento acelerado dentro dos padrões históricos de alavancagem.

Como o mercado de locação continua forte e com perspectiva de crescimento, a Localiza vai precisar de capital se quiser continuar capturando essa oportunidade nos próximos dois anos.

Mas emitir equity é caro para a Localiza, uma companhia que historicamente opera com um spread de cerca de 7% acima de seu custo de dívida.

A opção preferencial tende a ser o mercado de dívida local, que tem mostrado apetite para financiar o crescimento da companhia.

A companhia dos irmãos Mattar tradicionalmente opera com um nível de alavancagem máximo de 3,5x sua geração de caixa dos últimos 12 meses – já que os covenants de sua dívida limitam a alavancagem a 4x.

Como a alavancagem fechou o segundo tri em 2,5x, para a companhia chegar ao limite máximo de endividamento, seu crescimento teria que superar substancialmente as projeções dos analistas de mercado.


Geraldo Samor



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