Fiocruz diz que democracia é valor universal em carta a presidenciáveis com propostas para a saúde


A instituição ainda afirma que a democracia é um valor universal. E diz se unir a organizações públicas e privadas

Mônica Bergamo
São Paulo, SP

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) encaminhará aos coordenadores de campanha dos candidatos à Presidência da República uma carta em que faz uma defesa enfática da democracia e apresenta uma série de propostas para a saúde dos brasileiros.

O documento, que será despachado nesta segunda-feira (22), se refere à pandemia da Covid-19 como “uma das mais graves e complexas crises que já assolaram o país e o mundo”, pede uma revisão do modelo de desenvolvimento vigente no país e reitera seu apoio ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Sem mencionar nominalmente manifestos recentes em defesa do Estado democrático de Direito, a instituição ainda afirma que a democracia é um valor universal. E diz se unir a organizações públicas e privadas e à sociedade civil organizada na busca pela participação popular em processos decisórios.

“Queremos contribuir para uma agenda de futuro do país, com mais equidade e justiça, e esse documento é uma peça de diálogo que reflete o nosso compromisso de fazer um balanço dos desafios do Brasil e do mundo, tendo a ciência, a tecnologia e a inovação como elementos fundamentais para pensar o desenvolvimento humano, social e econômico”, afirma a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

A instituição propõe aos candidatos que disputam o Palácio do Planalto dez diretrizes. Entre elas estão o fortalecimento do SUS como prioridade máxima, o desenvolvimento de um complexo econômico e industrial para diminuir a dependência externa de insumos para a saúde, a valorização da educação como base da cidadania e o reconhecimento do trabalho e do serviço público.

“Não haverá desenvolvimento sustentável, justiça e equidade sem direito universal à saúde. Da mesma forma, o investimento em ciência, tecnologia e inovação é base essencial para viabilizar a retomada do desenvolvimento e uma inserção internacional soberana”, diz a carta.


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A Fiocruz pede, por exemplo, o comprometimento com um aumento de 4% para 7% do PIB (Produto Interno Bruto) no investimento público para saúde nos próximos oito anos.

“É premente que nosso presente seja impregnado da vontade e do agir para a construção de uma sociedade desenvolvida, sustentável, equânime e democrática”, afirma o texto.

A “Carta da Fiocruz aos Candidatos à Presidência da República e à Sociedade”, como foi intitulada, é fruto do 9º Congresso Interno da Fiocruz, instância máxima da instituição para a definição de seus rumos, e de debates do conselho deliberativo.


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