FedEx desaba 22% com freada na economia; CEO fala em ‘recessão global’



A FedEx reportou um trimestre fiscal bem abaixo da expectativa com a freada na economia global acertando em cheio a operação da companhia disse que terá que fazer um programa “profundo” de corte de custos.

A receita com as entregas de e-commerce nos Estados Unidos ficou US$ 300 milhões abaixo das projeções apresentadas pela própria empresa em junho. Já as operações na Ásia e na Europa tiveram um resultado US$ 500 milhões abaixo do previsto. 

O resultado saiu na quinta-feira depois do fechamento do mercado, e a ação da empresa abriu hoje em queda de 22%.

Outras empresas de entrega de mercadorias sofreram com a notícia. A UPS caía 7%, e as principais concorrentes da FedEx na Europa também operavam no vermelho: queda de 5% para o Deutsche Post e 10% para o Royal Mail. 

Os resultados frustrantes da FedEx indicam uma freada na atividade econômica, particularmente no e-commerce. Mas a empresa também está sob a pressão de investidores ativistas para melhorar as suas margens operacionais, o que, segundo os analistas, contribuiu para amplificar a queda nas ações.  

O CEO Raj Subramaniam disse que a FedEx congelou a contratação de novos funcionários, fechará 90 escritórios e deixará no chão parte de sua frota de aviões cargueiros. As entregas aos domingos também serão reduzidas.

Em entrevista à CNBC, o executivo disse que se prepara para uma recessão global. “Estou decepcionado com os resultados,” disse Subramaniam, que assumiu o cargo em junho. “O principal fator é a situação macro que estamos enfrentando.” 

Com a reabertura da economia pós-pandemia, as pessoas voltaram a viajar, estão gastando mais com restaurantes e serviços. Ao mesmo tempo, reduziram as compras no comércio eletrônico. A Amazon e outras companhias de e-commerce já sentiram os efeitos dessa transição. 

Acima disso, pesa agora a freada do consumo nas maiores economias globais e a ameaça de recessão.

A FedEx disse hoje que o lucro por ação (EPS) caiu 21% no trimestre encerrado em agosto, na comparação com igual período do ano anterior. A expectativa do mercado: uma alta de 18%. 


Giuliano Guandalini



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