Engie vende sua última térmica a carvão



A Engie Brasil acaba de vender a Usina Termelétrica Pampa Sul — terminando seu processo de desinvestimento de ativos de carvão dentro do plano de se tornar a maior geradora de energia 100% renovável do País. 

Os compradores foram fundos das gestoras Starboard e Perfin, que ficaram com 50% do negócio cada uma.

As duas gestoras estão pagando R$ 450 milhões pelo ativo e assumindo dívidas da ordem de R$ 1,8 bilhão. A usina — localizada em Candiota, no Rio Grande do Sul — tem uma capacidade instalada de 345 megawatts (MW) e atende cerca de 1,3 milhão de pessoas da região. 

A usina tem contratos de longo prazo de venda de energia no mercado regulado (até 2044), e um custo variável que gira em torno de R$ 60 por MWh.  A concessão termina em 2050. 

Uma fonte próxima à transação disse que o maior atrativo para a Starboard e Perfin foi o valuation da operação. “Foi uma transação oportunística porque a Engie estava precisando sair de combustíveis fósseis.”

A Engie assumiu um compromisso global de abandonar o carvão até 2027. No Brasil, a meta era sair do segmento até 2025. 

Em agosto passado, a Engie já havia vendido o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda para a Fram Capital. A gestora pagou R$ 315 milhões pelo ativo, que tem capacidade instalada de 857 MW. 

Para a Engie, a transação é simbólica — e pequena. No final do segundo trimestre, a Usina de Pampa Sul representava apenas 4% da capacidade instalada da geradora, de mais de 8,4 GW.

A companhia deve usar os recursos da venda para investir em mais ativos de geração renovável. 

O Starboard investiu por meio de seu fundo flagship, o Starboard Special Situations III. A Perfin investiu por meio do Perfin Space X.


Pedro Arbex



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