Distintos nos discursos, candidatos ao governo de SP têm planos parecidos


Nesta noite, eles se reúnem com Vinicius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT) para divulgar parte delas em mais um debate

Apresentados ao eleitor paulista como opções às vezes antagônicas, os candidatos mais bem colocados na disputa estadual têm mais em comum do que mostram as propagandas eleitorais. Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB) propõem soluções bastante semelhantes – se não iguais – para parte dos problemas de São Paulo. Nesta noite, eles se reúnem com Vinicius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT) para divulgar parte delas em mais um debate, desta vez promovido pelo Estadão e pela Rádio Eldorado, em parceria com SBT, Terra, Veja e Rádio Nova Brasil.

Em comum estão, por exemplo, a defesa da ampliação dos ensinos profissionalizante e integral, o uso mais frequente da telemedicina, a facilitação da oferta de crédito a empreendedores, a revisão de contratos de concessão das rodovias paulistas e o investimento em novas tecnologias para as polícias Militar e Civil.

A redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que incide sobre alimentos é outra proposta encontrada nos planos de candidatos de oposição a Garcia. O aumento anunciado em agosto de 2020 pelo então governo de João Doria (PSDB) para alimentos e medicamentos genéricos foi suspenso em 2021 após forte repercussão negativa, mas deixou impacto.

Na época, Doria afirmou que não tomaria nenhuma medida em prejuízo das classes menos favorecidas, mas a suspensão não atingiu toda a cadeia alimentar, proporcionando aumento sobre alguns itens, como frutas, verduras e legumes.

IMPOSTO

Agora, a duas semanas da eleição, Haddad promete zerar o imposto sobre alimentos e carne, além de congelar o IPVA pelos próximos quatro anos. Já Tarcísio afirma que vai reduzir o ICMS de itens de consumo diário, como alimentos, transporte, telefonia e internet. Por sua vez, Garcia diz que pretende devolver o imposto estadual pago por famílias cadastradas no CadUnico que participem do programa Nota Fiscal Paulista, por meio da criação de uma espécie de “cashback”.

Os três primeiros colocados nas pesquisas também prometem ampliar o ensino profissionalizante como forma de aumentar a formação dos jovens e inseri-los no mercado de trabalho, assim como investir em telemedicina para tentar reduzir as filas da saúde.

PEDÁGIOS

Bastante citada pelo candidato Elvis Cezar, a renovação dos contratos de concessão do sistema Anhanguera-Bandeirantes no último dia do governo Doria – e sem qualquer tipo de redução nos valores cobrados de pedágio – também virou munição para outros adversários de Garcia. Os ex-ministros Haddad e Tarcísio concordam em rever os contratos e trabalhar pela redução dos valores pagos.


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Na área de transportes, a ampliação de linhas de metrô e trens é comum a todos os candidatos, assim como a conclusão de obras paradas, como o trecho norte do Rodoanel. Vinicius Point defende de forma enfática projetos de parceria com a iniciativa privada para avançar de forma mais rápida na construção, por exemplo, do trem intercidades, promessa dos governos tucanos.

Haddad propõe ainda a criação de um bilhete único metropolitano, de quatro horas de duração, para interligar os sistemas estadual e de diversas cidades da Grande São Paulo. Já Garcia fala em estender linhas de metrô para cidades vizinhas, como Taboão da Serra.

SEGURANÇA PÚBLICA

Área sensível para os governos tucanos e principal bandeira bolsonarista, a segurança pública também é citada de forma parecida nos programas de governo apresentados à Justiça Eleitoral. Em geral, os candidatos prometem investimentos em tecnologia e capacitação para ampliar o poder de investigação da Polícia Civil, afirmam que vão suprir gradativamente o déficit de efetivo da Polícia Militar e, ainda, melhorar os salários pagos com a adoção de novos planos de carreira.

Tarcísio é o único que abertamente afirma ter a intenção de rever o programa de instalação de câmeras nos uniformes de parte dos batalhões da Polícia Militar. Polêmico, porém efetivo – a letalidade policial caiu 77% -, o programa é criticado por parte do efetivo, que acusa haver falta de privacidade e risco durante ações.


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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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