Bolsonaro repete 2018 e leva ‘cola’ na mão para entrevista ao JN


Na última eleição, ele foi ao programa com as palavras “Deus”, “família” e “Brasil” escritas na mão

Matheus Teixeira
Brasília, DF

O presidente Jair Bolsonaro (PL) repetiu a estratégia usada em 2018 e foi à entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, com anotações na palma da mão com as seguintes palavras: “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer”.

Na última eleição, ele foi ao programa com as palavras “Deus”, “família” e “Brasil” escritas na mão.

Nesta segunda-feira (22), ele preferiu focar em assuntos que tem usado com frequência para criticar seu principal adversário nas eleições, o ex-presidente Lula (PT). O mandatário costuma afirmar que, se o petista voltar ao poder, o Brasil caminhará no mesmo rumo desses três países.

Bolsonaro já criticou inúmeras vezes a crise econômica na Argentina e sempre lembra que o presidente daquele país, Alberto Fernández, é aliado de Lula e inclusive o visitou na prisão.

Sobre a Colômbia, ele tem repetido que o número de pessoas querendo sair do país aumentou após a eleição de Gustavo Petro, que tomou posse neste ano e tem histórico de esquerda.

Da mesma forma, ele menciona a relação do chefe da Nicarágua, Daniel Ortega, com o PT. O país vive uma crise, principalmente com a Igreja Católica, que já culminou, inclusive, na prisão do bispo de Matagalpa, Rolando Álvarez, que era um crítico contumaz do presidente.


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Em relação a Messer, que ele não mencionou na entrevista, a anotação ocorreu porque o doleiro já disse, em delação premiada, que realizou repasses de dólares em espécie à família Marinho, dona do Grupo Globo.

Em nota emitida na época, os proprietários da emissora negaram as acusações de Messer e ressaltou que o doleiro não apresentou provas.

“A respeito de notícias divulgadas sobre a delação de Dario Messer, vimos esclarecer que Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho não têm nem nunca tiveram contas não declaradas às autoridades brasileiras no exterior. Da mesma maneira, nunca realizaram operações de câmbio não declaradas às autoridades brasileiras”, afirma a nota.

Também chamou a atenção um broche usado pelo presidente na lapela do terno durante a entrevista. O adorno é uma representação da Medalha do Pacificador com Palma, uma honraria concedida a militares e civis que tenham se destacado, em tempos de paz, por episódios de bravura e altruísmo.


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Depois da entrevista, o presidente usou as redes sociais para ironizar o Jornal Nacional. “Foi uma enorme satisfação participar do pronunciamento de William Bonner Kkkkk. Na medida do possível, com muita humildade, pudemos esclarecer e levar algumas informações que raramente são noticiadas em sua emissora. Pela paciência e audiência, o meu muito obrigado a todos!”, escreveu.



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